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Desenterre sua alma
Persepolis
Pingüins Tropicais
Sex and the City no cinema
Go Speed Racer Go
Muse no Brasil
O Homem de Ferro
Cloverfield
MOJO
Fother Muckers


30 de Março de 2007

Silverchair

Confesso que com exceção de uma música ou outra, nunca fui muito fã do som do Silverchair e acho que posso afirmar que continuo com a mesma opinião em relação a eles mesmo depois de ter ouvido seu novo álbum Young Modern, o quinto de estúdio dos caras, lançado quase 5 anos depois de Diorama.

Contando com ajuda do produtor Nick Launay (Midnight Oil, Nick Cave e Talking Heads) e do lendário Van Dyke Parks (Beach Boys), que compôs os arranjos de 3 músicas, o trio australiano lançou um álbum que difere bastante de tudo o que eles já fizeram antes e prova que o Silverchair é no mínimo uma banda em constante mudança e que está sempre a procura de novos caminhos p/ o seu som.

Posso até estar enganado, mas digo isso porque a impressão que tive ao ouvir o álbum é que eles andaram escutando muito Muse e que bem ao estilo dos britânicos, tentaram fazer algo experimental e inovador, quase uma ópera rock. Só que ao abusar dos arranjos grandiosos, usar sintetizadores aqui e ali, somados a harmonias vocais que remetem ao psicodelismo, fizeram um álbum que no geral acaba soando irregular e que apesar de alguns bons momentos, deve agradar mais aos fãs da banda do que aos fãs de música em geral.


Silverchair - Young Modern

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Skol Beats 2007


A festa de música eletrônica mais conhecida do Brasil já dá ares da sua graça e libera algumas informações sobre as atrações deste ano.

Devido ao fiasco que foi ano passado, a organização do evento muda novamente o lugar que já passou pelo Autódromo de Interlagos e pelo Anhembi. Este ano irá acontecer em uma área ao lado do Campo de Marte, também na Zona Norte.

Outra novidade é que esta 8ª edição se dividirá em dois dias, 4 e 5 de maio. Cogita-se que esta mudança se dá pelo crescimento do público, que ano passado contou com mais de 60 mil pessoas. O resultado não muito agradável foi confusão e tumulto, principalmente na apresentação do grupo Prodigy. Assim o evento terá 24 horas de programação, 4 a mais que a edição anterior.

O line-up de 2007 está quase todo definido. Vários nomes já estão confirmados, entre eles, Marky e Patife (que não podem faltar), Anderson Noise, Renato Cohen, Laurent Garnier e até a dupla Iggor Cavalera e sua esposa Laima Leyton.

A compra de ingressos já foi liberada no dia 28 de março. O site do evento também disponibiliza a compra através do Ingresso Fácil. Até o dia 3 de maio o valor do ingresso será de R$ 120 para cada dia. O pacote para os dois dias do evento custará R$ 200. Nos dias 4 e 5, o preço sobe para R$ 140, por dia, e não haverá venda de pacote.

Os pontos de venda em São Paulo são os Shoppings Anália Franco, Eldorado, Morumbi e Center Norte. Além dos estádios do Morumbi, Pacaembu, Brinco de Ouro, Bruno José Daniel e o Ginásio do Ibirapuera.

Em outros estados:

Sede Botafogo (Rio de Janeiro)
Estádio Governador Magalhães Pinto – Mineirão (Belo Horizonte)
Hering Store – Shop. Crytal (Curitiba)
Vive La Vie – Av. Brasil (Balneário Camboriu)
Colcci – Shop. Iguatemi (Porto Alegra)
Central do Carnaval – Shop Iguatemi (Salvador)

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27 de Março de 2007

YouTube Awards

O YouTube criou este ano o prêmio para os melhores vídeos.

Os concorrentes se dividiram em dez finalistas e sete categorias diferentes. Ontem, dia 26 foram divulgados os vencedores que foram votados e escolhidos pelos internautas.

O “mais criativo” foi o vídeo da banda Ok Go, Here it Goes Again, onde os quatro integrantes protagonizam uma dança com esteiras.

O “mais engraçado” é Smosh Short 2: Stranded, onde mostra o drama de um náufrago.

O “melhor comentário” ficou com Hotness Prevails, que divaga durante 8 minutos sobre os mais variados assuntos sem importância.

“Melhor série” foi para Ask a Ninja, onde um ninja (claro!) explica o que é um podcast.

O melhor “vídeo musical” foi para Terrana Omi (?), com Say it´s Possible.

O “mais inspirador” ficou para Free Hugs Compaign, que mostra um cara pedindo um abraço nas ruas e o quanto é difícil alguém ir lá e simplesmente abraçá-lo.

O último foi o “mais adorável”, que retrata a vontade de um passarinho sem asas que quer voar. Realmente muito bonito.

Para quem quiser assistir todos os ganhadores, basta acessar o link.

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25 de Março de 2007

O Maravilhoso Universo de Machado


Ao Verme que primeiro roeu as frias
carnes de meu cadáver dedico como
saudosa lembrança estas memórias póstumas.

Esta frase é, sem sombra de dúvida, uma das mais conhecidas e importantes da literatura brasileira. Com ela Machado de Assis dá início ao seu mais famoso livro, Memórias Póstumas de Brás Cubas.

Mas não é somente este romance que garante a Machado o título, dado por muitos, de principal escritor brasileiro. Fato é que nomear um escritor como o principal de todos os tempos não é tarefa fácil e, se pensarmos bem, nem é coisa importante.

Importante mesmo é que Machado é excepcional. Seus livros são de uma densidade narrativa, discursiva e argumentativa impressionante. As personagens por ele criadas são singulares, ricas, e fazem nós leitores questionarmos diversos assuntos.

Machado não criou um mundo, criou um universo. O Rio de Janeiro do século XIX ganhou novos ares através de suas mãos. Não que ele tenha recriado um novo Rio. Mas com certeza foi ele o grande observador e denunciador dos costumes e hábitos do cotidiano carioca. Os romances machadianos possuem certas características inerentes e inseparáveis um dos outros.

O cenário é o Rio de Janeiro do século XIX. Os enredos são baseados no cotidiano, no dia-a-dia do carioca, sempre denunciado os costumes que o escritor tinha como obsoletos, hipócritas e dispensáveis. Casamento, traição, relacionamentos social por conveniência, ética e tantos outros são os temas abordados pelo escritor.

Mas a grande marca de Machado é a acidez, o humor negro, as pequenas tiradas, a linha de pensamento e as características psicologias das personagens.

Brás Cubas, Simão Bacamarte, Quincas Borba, Iaiá Garcia, Dom Casmurro são algumas das grandes figuras que exemplificam os pontos acima citados.

Ademais, Machado era um grande pesquisador, e expõe em seus textos a admiração pela mitologia greco-romana e pelo escritor Tristram Shandy.

Bem, nem todo mundo concorda com este ponto de vista, de que Machado é o principal escritor tupiniquim. Há um certo consenso de sua importância, mas é difícil, para uma parte dos leitores, gostarem de Assis. Muitos indicam que o texto machadiano é cansativo, outros dizem que sua temática é sempre similar nos romances, outros apenas enfatizam: Machado de Assis é chato.

Até Guimarães Rosa, monstro da nossa literatura, em seus escritos a pouco divulgado na mídia, diz não gostar de Machado, só ter interesse em um texto especificamente.

Mas o que é relevante é que Machado de Assis é importante para a literatura do Brasil e que, mesmo no meio de muita polêmica, é um dos maiores nomes do campo literário brasileiro. Basta ler O Alienista, IaIá Garcia, Dom Casmurro e claro Memórias Póstumas.....

O universo de Machado é de questionamento, é de indagação sobre os costumes de uma época em que só poucos como ele estavam à frente. Machado é leve, volátil, como seu próprio universo.

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23 de Março de 2007

Asia no Brasil


A banda de rock progressivo da década de 80, Asia, fará um show aqui no Brasil nesta sexta-feira dia 23 de março.

O grupo formado em 1982 por vários ex-integrantes do Yes, por aqui tocam com a mais recente formação de John Wetton, Geoff Downes, Steve Howe e Carl Palmer que se apresentarão em São Paulo, no Credicard Hall.

O show terá como comemoração o 25º aniversário do primeiro e histórico álbum homônimo, Asia. Alguns sucessos como Heat of the Moment, Only Time Will Tell e Don´t Cry, também farão parte do repertório.

O grupo já passou pelos Estados Unidos, Reino Unido, Japão e agora o Brasil em uma turnê global. Também apresentarão suas outras músicas dos 11 álbuns lançados pelo quarteto os sucessos da carreira solo de cada um.

Asia se destacou por permanecer durante nove semanas no 1º lugar do Top 100 da Billbooard.

Onde: Credicard Hall (Av. das Nações Unidas, 17955)
Quando: 23 de março, às 22h00
Ingressos: de R$ 70 a R$ 180 reais – telefone para informações: (11) 6846-6000

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21 de Março de 2007

Perda de Guilherme Araújo

Na manhã de hoje a MPB perdeu um grande nome. Faleceu no Rio o produtor musical Guilherme Araújo, com 70 anos.

Araújo já trabalhou como empresário de grandes nomes da música brasileira, Maria Bethânia, Caetano Veloso, Gal Costa e Gilberto Gil foram seus principais artistas. Além disso, também trabalhou com produção, roteiros de shows, seleção de repertórios e músicos e na imagem de seus clientes.

Ele estava internado desde o dia 31 de fevereiro no CTI do Hospital Clinica Ipanema, zona sul. Segundo o hospital, além de hipertensão e diabetes, ele não resistiu ao quadro infecção generalizada.

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20 de Março de 2007

Abril Pro Rock - 2007


Semana passada foi divulgada pela organização do festival Abril Pro Rock a escalação de suas atrações de 2007.

A 15º edição do festival contará com o total de 28 artistas, entre eles os nacionais Mutantes, Ratos de Porão, Nação Zumbi e Sepultura. Entre os internacionais, Lee Perry e Marky Ramone que tocarão com o Tequila Baby, The Film (francês) e Los Alamos (Argentina).

O festival será realizado entre os dias 13 e 15 de abril em três palcos diferentes do Pavilhão do Centro de Convenções de Pernambuco. Rio e São Paulo terão edições menores. No primeiro, Lee Perry (Jamaica) se apresentará com duas bandas ainda não definidas no Circo Voador. No segundo, também se apresentará Lee Perry com duas bandas e o lugar não confirmados.

Os ingressos serão vendidos de três formas distintas: um por cada dia e custa cerca de R$50,00, além de vir acompanhado pelo disco Abril Pro Rock 2007. O outro, o ingresso social, custa R$30,00 mais um quilo de alimento não perecível (menos sal). O último será o ingresso para os três dias e custa R$70,00 e também vem junto com o disco. Eles podem ser adquiridos nas lojas Seaway e o ingresso social apenas nas bilheterias do Centro de Convenções.

Para obter a programação completa dos shows e dos palcos, acesse abrilprorock.com.br ou omelete.com.br.

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Programa agora vira filme!


O produtor de Borat (o mesmo dos filmes da Xuca e do Padre Marcelo), Diler Trindade, já voltou ao trabalho. Sua nova missão agora é levar o programa Pânico na TV para o cinema.

A produtora já afirmou que foi fechado um contrato para o longa, onde os principais “atores” serão surpreendentemente Wellington Muniz (Silvio) e Rodrigo Scarpa (Vesgo).

Agora é só esperar a grande repercussão que Pânico no Cinema terá, já que se apenas para programa eles promovem uma balburdia, imagine para as telonas então!

*Ainda no quesito besteirol, segue a dica do Blog do Vesgo para quem se interessar.

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19 de Março de 2007

Black Rebel Motorcycle Club


Baby 81 é o quarto álbum de estúdio dos californianos do Black Rebel Motorcycle Club e está programado p/ ser lançado oficialmente naquele formatinho que nossos avós costumavam chamar de CD em 30 de Abril de 2007.

Visivelmente mais maduros e diluindo suas influências de forma mais competente e coesa entre as 13 faixas que compõem o álbum, o BRMC parece ter superado os problemas com álcool e drogas que haviam afastado o baterista Nick Jago da banda e produziram um álbum cru e pesado, calcado no blues, no rock 'n' roll de garagem e com muitas, mas muitas guitarras.

Os caras deixaram um pouco p/ trás as influências de folk e gospel que marcaram seu ótimo trabalho anterior Howl e contando novamente com Jago para completar a mais do que competente cozinha formada por ele, Peter Hayes (guitarta, baixo e vocal) e Robert Levon Been (guitarta, baixo e vocal), lançaram um álbum que pega carona no que eles já fizeram de melhor, que certamente irá agradar a gregos e troianos e que se coloca (pelo menos na minha listinha) como mais um forte candidato a melhor do ano!



Black Rebel Motorcycle Club - Baby 81

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14 de Março de 2007

The Gossip

Lançado em 24 de Janeiro de 2006 pela gravadora Kill Rock Stars, Standing in the Way Of Control é o 3º disco de estúdio dos americanos do The Gossip, banda que é formada por Hannah Blilie (bateria), Brace Paine (guitarra) e pela voluptuosa Beth Ditto (vocal). Aliás, Ditto também é conhecida por sempre causar controversia ao falar abertamente sobre seu peso, sua sexualidade e por não medir as palavras quando se refere a outros musicos.

Confusões a parte, o fato é que Standing In The Way Of Control acabou fazendo com que a banda ficasse conhecida em terras britânicas e consequentemente no restante do mundo (ou nem tanto), já que o álbum alcançou o top 20 nas paradas de lá e fez Ditto ser considerada a pessoa mais cool do planeta segundo a sempre exagerada e hypada NME.

Misturando garage rock, disco-punk, uma pitada do chamado riot grrrl e carregando nas letras pra levantar a auto-estima, o The Gossip é mais uma daquelas bandas que lançou um bom disco, mas que de forma alguma deve ser levada a sério, então, não reclame, aumente o volume e se deixe levar sem culpa.



The Gossip - Standing In The Way Of Control

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13 de Março de 2007

The Horrors

Formado em 2005 por Faris Badwan (vocais), Joshua Hayward (guitarra), Tom Cowan (baixo), Rhys Webb (orgão) e Joseph Spurgeon (bateria), o The Horrors saiu direto da garagem para a capa do semanário inglês New Musical Express e agora lança seu 1º álbum de estúdio Strange House.

Aclamados por gente como Nick Zinner (Yeah Yeah Yeahs) e Bobby Gillespie (Primal Scream), os caras começaram a chamar a atenção do público e da mídia mais pelo visual andrógino e pelos cortes de cabelo "a lá Robert Smith" do que pela sua música propriamente dita, mas esse fato deve começar a mudar com o lançamento desse bom álbum.

Strange House pode ser descrito como sinistro, pesado e gótico, é recheado por orgãos psicodélicos bem ao estilo dos anos 60 e em seus melhores momentos ainda conta com aquela pegada punk que caracteriza grande parte das bandas britânicas pós-Libertines, ou seja, não se pode dizer que seja algo original ou revolucionário, mas como bem disse Louis Pattison, eles certamente podem fazer você levantar do sofá e chacoalhar o esqueleto.



The Horrors - Strange Show

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9 de Março de 2007

Novos vídeos de 300

Hoje estréia nos EUA 300, adaptação da graphic novel de Frank Miller, e para deixar todos nós ainda mais ansiosos para ver o filme, que só estréia por aqui em 30 de março, encontrei esses dois vídeos do filme.

O primeiro é um novo trailer do filme classificado como "somente para adultos" por ter cenas de sexo e muito sangue. Já o segundo é um apanhado de cenas inéditas, ou nem tanto, que foram cortadas dos vídeos e trilers que já saíram até agora.




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8 de Março de 2007

A Revolução dos Bichos


Bichos da Inglaterra e da Irlanda,
Daqui, dali, de acolá,
Escutai a alvissareira
Novidade que virá.

Mais hoje, mais amanhã,
O Tirano vem ao chão,
E os campos da Inglaterra
Só os bichos pisarão.

Para quem nunca leu ou não se lembra, este é o início de Hino dos Bichos, cantado pelas personagens do livro A Revolução dos Bichos, de George Orwell.

Seu nome verdadeiro é Eric Arthur Blair. Nascido em 1903, na Índia, passou a maior parte da sua vida na Inglaterra. Morreu em Londres, no ano de 1950, acometido por uma tuberculose, estando numa situação deplorável, miserável.

E é exatamente por este motivo, somados a outros, que seu livro deve ser lembrado e ovacionado. Não é à toa que é considerado um best seller. O grande problema é que o livro, na época de sua publicação — 1945 —, foi utilizado como instrumento político (claro, o livro é altamente politizado) contrário ao pensamento de seu escritor.

Em Revolução dos Bichos, um grupo de animais, comando pelos porcos, os mais inteligente da granja, expulsam seu dono, o alcoólatra Senhor Jones. Cansados de ser explorados, os bichos, com o poder nas mãos, tomam conta da granja, criando novas leis, regras, dividindo o serviço entre todos e compartilhando os mesmos benefícios, e é claro, não fazendo nada que os humanos faziam.

Cada animal — porco, cavalo, gato, rato, burro e etc — é uma alegoria de um ser humano. Possuem características psicológicas idênticas a certos tipos de indivíduos, fazendo com que nós, leitores, possamos percorrer o caminho contrário: ao invés de ligarmos um bicho a algúem, ligamos alguém ao bicho, do modo que este é descrito por Orwell. È um exercício legal.

Deixando as brincadeiras de lado, continuemos com o livro. Os bichos, motivados pelos discurssos do porco Bola de Neve, se revoltam contra o tirano Senhor Jones e assumem o controle da granja. Feito isso começam a criar regras, Mandamentos, e a mudar a rotina do lugar.

Como não eram suficientemente preparados para desenvolverem todas as atividades do lugar, começam a sentir problemas para plantar, construir muros e trincheiras (os homens poderiam voltar a qualquer momento!) e etc.

Esse despreparo começa a distanciar certos grupos de animais, que se enxergam melhores por saberem elaborar, pensar e principalmente liderar (na base da demagogia) alguns planos.

A maioria dos animais é semi ou completamente analfabeta, sendo incapazes de descobrir ou questionar o que estava acontecendo. A comida fica escassa, não a mais aulas para todos, um pequeno grupo não trabalha mais e... pronto! Está armado o estopim para uma revolta dos já revoltosos bichos. Muitos querem mudar, outros, alienandos como são, acreditam estar tudo bem.

O ponto principal é: o poder obtido mediante a revolta, por um grupo de pessoas (animais, no caso) despreparados, apoiados apenas em ideais formentados por discurssos, é benéfico?

Em Revolução dos Bichos fica claro que pode não ser. As alegorias retratam o quadro social da época em que viveu Orwell. O Senhor Jones pode ser comparado aos Czares russos. Os porcos, ao grupos comunistas que inflamavam as massas até o ponto de estourar uma Revolução. Os outros bichos, no geral, são a massa.

O fato é que o livro foi utilizado pelos americanos (como sempre...) como propaganda anti-comunismo, na época da Guerra Fria — o termo Guerra Fria é atribuído à Orwell.

Ele se definia como um socialista de convicções profundamente democráticas. Seu livro pode ser considerado um ataque ao poder totalitário, enganador, mas não um planfleto contra o socialismo ou comunismo. O escritor, em algum momento, deve ter tido algum desgosto contra alguém em quem acreditava, mas não contra o movimento em que acreditava.

Fato melancólico, tão quão sua morte, este desvio de sentido que deram ao seu livro. O governo americano fez até um desenho do livro para atacar o comunismo, mas o final foi modificado... (Não falarei como é o final, óbvio).

Mas por estes e tantos outros motivos, Revoluçao dos Bichos é leitura obrigatória para quem gosta de polêmica. E para encerrar nada melhor do que uma frase do livro para reflexão: Todos animais são iguais, mas alguns são mais parecidos que os outros.

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Beth Gibbons & Rustin' Man

Out of Season foi lançado em 28 de Outubro de 2002 e é o resultado da colaboração de Beth Gibbons, cantora do Portishead com Paul "Rustin' Man" Webb, antigo baixista da banda pop do anos 80 Talk Talk.

O álbum é carregado de melodias melancólicas, acompanhadas apenas pela voz afetiva de Gibbons, piano e violão incedentais e algumas batidas de trip-hop aqui e ali, o que apenas colabora com a atmosfera sombria e o sentimento de isolação que permeiam o trabalho desde os primeiros acordes de Mysteries.

Folk, jazz, trip-hop, delicadeza e minimalismo se fundem em um álbum extremamente belo e sentimental, que parece até falar diretamente com a alma de quem o está ouvindo, nos transportando para um lugar de amor e mistérios no qual todos podemos estar em algum momento de nossas vidas, mas que certamente parecerá bem mais próximo ao ouvirmos Out of Season.

To ATAT



Beth Gibbons & Rustin' Man - Out Of Season

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Cavaleiro das Trevas: Edição Definitiva


Quando o mestre dos quadrinhos, Frank Miller, escreveu a primeira edição de Batman: O Cavaleiro das Trevas em meados dos anos 80, o personagem encontrava-se desgastado e um tanto ridicularizado, imagem que o seriado do final dos anos 60 ajudou a construir, porém Miller na sua excelência soube trazer o personagem de volta às trevas fazendo um dos maiores clássicos da história e que mudou definitivamente a história da nona arte.

A história traz um Bruce Wayne de meia idade, angustiado e tomado por crises existenciais, já aposentado de sua capa ele decide voltar a ativa para acabar com uma onda de crimes em Gotham City. Um outro ponto interessante dessa obra é o fato de Miller apresentar o Super-Homem, o maior ícone entre os heróis contemporâneos, como um covarde submisso ao governo americano.

Depois de alguns meses de atraso, finalmente chega ao Brasil Cavaleiro das Trevas: Edição Definitiva. A obra, que reúne Batman: O Cavaleiro das Trevas e sua seqüência O Cavaleiro das Trevas II, tem 512 páginas e conta com várias extras além de uma nova capa e de alguns novos desenhos especialmente desenhados por Miller.

O Cavaleiro das Trevas: Edição Definitiva chega ao Brasil pela Panini Comics e pode ser encontrada em duas versões: uma com capa dura, por R$ 95,90, e com capa cartão por R$69,90.

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And I Feel Fine...


O R.E.M. é uma banda da qual sempre gostei muito, porém sempre fiquei incomodado com comentários do tipo: "R.E.M.? Ah sim conheço, é a banda que toca Losing My Religion e Shiny Happy People, não é?". Não que eu não goste dessas músicas, mas parece que a banda fica limitada a isso, o que não é verdade. Então decidi colocar aqui um disco que traz uma compilação dos primeiros anos da banda que um dia seria considerada uma das melhores de todos tempos.

Em 1979 o jovem estudante de artes Michael Stipe conheceu Peter Buck, um jovem que trabalhava numa loja de discos, com quem começou a dividir um apartamento. Algum tempo depois conheceram Mike Mills e Bill Berry e afinidade musical entre os quatro foi quase instantânea e logo começam a tocar juntos. Abril de 1980 os quatro começam a fazer alguns shows em Athens e em outras cidades no sudeste dos USA. Finalmente em 1981 eles lançam os singles Radio Free Europe e Sitting Still que lhes rendendo um contrato com a IRS Records.

Em 1982 o R.E.M. lança o seu primeiro EP chamado Cronic Town imediatamente devorado pelas rádios universitárias da época. Um ano depois veio a consagração com o lançamento de Murmur, que foi considerado o álbum do ano em 1983 deixando para trás discos como War, do já consagrado U2, e Triller do Michael Jackson, hoje o álbum mais vendido da história da música. A partir daí os caras começaram a trabalhar como loucos somando 7 discos lançados até 1988 com lançamento de Green. Esse disco lhes rendeu o título de melhor banda de Rock and roll dos Estados Unidos concedido pela revista Rolling Stone e um contrato com a Warner Bros.

And I Feel Fine... - The Best Of IRS Years 1982-1987 foi lançado justamente para captar essa fase mais "college radio" da banda nos tempos da IRS Records. No primeiro disco podemos encontrar uma compilação com as gravações originais do que tem de melhor nos primeiros discos de estúdio da banda, músicas como Fall On Me, The One I Love, Cuyahoga,Talk About The Passion, It's The End Of The World As We Know It (And I Feel Fine)... Já o segundo disco traz uma compilação de lados b, raridades e gravações ao vivo.

Esse início meteórico do R.E.M. permitiu que a banda fosse o elemento central da cena do rock alternativo da década de 1980. Muitos críticos apontam a banda como a precursora do rock alternativo, não sei se podemos dizer isso, mas justiça seja o R.E.M. com seu estilo punk/art rock trazido década de 1970 influenciou muitas das bandas de rock alternativo que surgiram entre as décadas de 80 e 90. Eu me arriscaria a dizer que o R.E.M. junto com o Sonic Youth no mínimo apresentaram ao mundo as duas principais vertentes dentro do rock alternativo, mas esse já é assunto para um outro post.

Enfim... Material indispensável pra quem gosta da banda e principalmente pra quem deseja conhecer os caras um pouco mais a fundo.



Disco 1
Disco 2

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7 de Março de 2007

Love Is Hell

Love Is Hell foi lançando em 4 de maio de 2004 e teoricamente é o 5º álbum de estúdio de Ryan Adams. Digo isso porque na verdade esse álbum nada mais é do que a junção de dois EPs intitulados Love Is Hell pt. 1 e Love Is Hell pt. 2 e que não haviam sido planejados por ele, mas é que ao ouvir o álbum original, a gravadora o achou tão depressivo que mandou Ryan de volta p/ casa com a obrigação de fazer outro álbum com novas músicas, que veio a se chamar Rock N Roll.

Após a entrega desse novo álbum e de muita insistência por parte do músico, a gravadora acabou cedendo e lançou Love Is Hell divido em dois EPs de edição limitada (pt. 1 e pt. 2). O que ninguém poderia imaginar é que os EPs seriam um sucesso tão grande de crítica, frequentando todas as famosas listinhas de melhores daquele ano e consequentemente, obrigando a gravadora a relança-los em um único álbum, como era a intenção de Adams desde o princípio.

Descrito pelo próprio Ryan como "assustador e instenso", o álbum fala de desolação, romance, perda, orgulho e tantos outros temas comuns aqueles que de uma forma ou outra já sofreram ou sofrem por amor. Sei que isso pode até soar piegas, mas o fato é que com seus belos arranjos e suas letras afiadas aliados ao conjunto voz e o violão, Love Is Hell nos proporciona alguns momentos tão sublimes que fazem dele um álbum próximo da perfeição.

To ATAT



Ryan Adams - Love Is Hell

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At The Drive-In



Sei que tem muita coisa boa rolando por ai e que até existem alguns álbuns sobre os quais eu já deveria ter falado aqui e acabei não falando, mas ao ouvir pela milésima vez (no mínimo) a Relationship of Command do At The Drive-In, não resisti a tentação e resolvi parar tudo o que eu estava fazendo para falar um pouquinho sobre esse disco e quem sabe dessa forma, apresentar o trabalho dessa banda para quem ainda não a conhece.

O At The Drive-In foi formado no início de 1994 por Cedric Bixler (vocais), Omar Rodriguez e Jim Ward (guitarra), Paul Hinojos (baixo) e Tony Hajjar (bateria) e entre 1994 e 2001, lançou 3 LP's e 3 EP's, sempre misturando punk-rock, metal, rap e pura raiva!

Relationship of Command, lançado em 2000, acabaria se tornando o último álbum da banda, que entrou em um hiato indefinido, finalizado apenas em 2001, quando Bixler e Rodriguez decidiram formar o The Mars Volta, enquanto Ward, Hajjar, e Hinojos, formaram o Sparta.

O álbum abre com Arcarsenal, que traz guitarra, baixo e bateria tocados no volume máximo, distorção e o vocal ensandecido de Bixler, que literalmente grita durante todo o refrão "beware, beware, beware, ....", deixando esse que aqui voz fala, literalmente com vontade de sair por ai quebrando tudo o que vier pela frente!

Em seguida vem Pattern Against User, que prova que Bixler também sabe cantar, misturando melodia com agressividade e abrindo espaço para o primeiro single do álbum, One Armed Scissor, que é marcada pela competência da banda, alternando a rapidez inicial, com momentos mais calmos, voltando a ficar rápida e encerrando quase com um sussurro.

Sleepwalk Capsules mostra lado mais punk-metal do grupo, enquanto que Invalid Litter Dept começa com Bixler quase que "discursando" sobre a base, hora harmoniosa, hora distorcida, criada por Rodriguez, Ward, Hinojos e Hajjar e que culminam nos arrepiantes gritos de Bixler no final da música, sem palavras!

Sem tempo de respirar, lá vem mais uma paulada, Mannequin Republic, que acaba servindo de aperitivo para a surpresa que vem a seguir com Enfilade, onde ouvimos um telefone tocar logo no início, uma voz feminina atende e é seguida pela voz inconfundível de Iggy Pop, respondendo a tal moça e fazendo uma entrada perfeita para uma música ainda melhor, mas isso é só o começo, pois em Rolodex Propaganda, Iggy resolve dividir os vocais com Bixler, tornando clássico o refrão "manuscript replica".

O que falar de Quarantined e Cosmonaut? Dois petardos que fazem o contraponto perfeito com a música que encerra o disco, Non-Zero Possibility, uma viagem musical, "quase" uma balada, que encerra com maestria um disco que certamente está entre os meus preferidos e que pode ensinar muito a essa "mulecada" que anda escutando só o que toca nas rádios e o que passa ou passava na MTV e não se permite abrir a cabeça e correr atrás de bandas "desconhecidas" do grande público e de discos como Relationship of Command.




At The Drive-In - Relationship Of Command

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5 de Março de 2007

Mais um show por aqui.



O ano já começou, e junto com ele muitas bandas já estão confirmando a passagem pelo Brasil, inclusive Aerosmith com abertura de Velvet Revolver, o grupo formado por ex- Guns n´Roses e o ex-vocalista da banda Stone Temple Pilots, Scott Weiland.

A venda dos ingressos acontecerá a partir desta sexta-feira (09) em São Paulo. O único show será realizado no Estádio do Morumbi, dia 12 de abril e faz parte da turnê Route of All Evil.
O preço, meio salgado, dos ingressos varia de R$ 140,00 a R$ 200,00. O primeiro para as arquibancadas e o segundo para as cadeiras superiores, ainda há os de R$ 160,00 para as cadeiras inferiores e pista.

No dia, os portões serão abertos às 17h para o show que começará às 21h. Os pontos de venda em São Paulo estão divididos entre os sem taxa de conveniência e os com taxa:

Sem taxa:
Estádio do morumbi – diariamente, das 9h às 17h.
Credicard Hall - diariamente, das 12h às 20h.

Com taxa:
Citibank Hall - segunda a sábado, das 12h às 20h; domingos e feriados, das 14h às 20h.
Teatro Abril - segunda a sábado, das 12h às 20h; domingo, das 14h às 20h.
Ainda serão vendidos nas lojas: FNAC Pinheiros, Paulista e Campinas; Saraiva Mega Store; Loja AM/PM; Livraria Siciliano; Shopping Ibirapuera e Central Ticketmaster (telefone e internet).
Fora de São Paulo, os ingressos estarão sendo vendidos em Brasília, Curitiba e Rio de Janeiro.


Eu particularmente não gosto de nenhuma das duas bandas, mas certamente esta é uma ótima notícia para os fãs.

E é claro, um bom show para quem for!

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Maximo Park


Our Earthly Pleasures é o segundo álbum de estúdio do Maximo Park e deverá ser lançado oficialmente em 02/04/2007, mas como hoje em dia as coisas andam muito mais depressa do que se possa imgainar, o álbum acabou de aparecer na internet e já faz a alegria da galera que curte o chamado "dance post-punk".

Produzido por Gil Norton (Pixies) e com a difícil tarefa de suceder seu trabalho de estréia A Certain Trigger, que foi aclamado pela crítica e nomeado ao Mercury Prize de 2005, Our Earthly Pleasures mostra os caras de Newcastle fazendo o famoso "mais do mesmo", só que tirando um pouquinho o pé do acelerador.

Ao dizer isso, não entendam que eu ache que o álbum seja ruim, muito pelo contrário, mas é que assim como fez o Kaiser Chiefs, eles também pouco se desviam da fórmula que deu certo em seu primeiro trabalho, não se arriscam e mandam mais um porrada de músicas rápidas, dançantes e que grudam no ouvido logo na primeira audição.

Entre uma e outra música notam-se arranjos um pouco mais elaborados, letras mais trabalhadas e até mesmo alguns sons mais lentos e melódicos. Isso ainda pode ser muito pouco p/ dizer que os caras se reinventaram ou que compuseram a 8ª maravilha do mundo, mas é mais do que o suficiente p/ dizer que eles mantiveram o nível alcançado com seu 1º álbum, não deixando a peteca cair e mais uma vez garantindo a diversão na pista de dança.




Maximo Park - Our Earthly Pleasures

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The Jesus & Mary Chain

Hoje vou postar uma coletânea de uma grande banda que acabou não tendo o devido reconhecimento do público, ficando restrita ao circuito alternativo durante quase toda sua carreira.

A banda em questão se chama The Jesus & Mary Chain e foi formado em meados dos anos 80 pelos irmãos Jim e William Reid. Essa coletânea traz todos os singles lançados por eles desde então e para quem ainda não conhece a banda (sick), acho que a melhor descrição que posso fazer é "eles pegaram as melodias dos Beach Boys, o estilo soturno do Velvet Underground e a pegada punk do Sex Pistols para fazer um som revolucionário p/ a época (anos 80) e que hoje ainda serve de referência p/ muita banda".

Aliás, sempre que ouço essa coletânea eu fico impressionado com o fato do J&MC nunca ter conseguido alcançar muito sucesso, mas nem vou falar sobre isso agora, pois tenho certeza de que você também vai se pegar pensando na mesma coisa após baixar o álbum, aumentar o volume e escutar pérolas como "Just Like Honey", "Some Candy Talking", "Sidewalking", "Reverence", "Head On", "Sometimes Always" e por ai vai.....




The Jesus & Mary Chain - 21 Singles

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