(O) Omelete
Ain't It Cool
Eupodo
HQ Maniacs
Indie Nation
IsFREE
Judão
Lágrima psicodélica
Last.fm
Lúcio Ribeiro
Musecology
Na Cabeça
NME
One Died Simply
Orkut
Pipoca Reluzente
Pitchfork
Una Piel de Astracán
UOL Quadrinhos
Wikipédia
Yes! We Have Bananas

Dezembro 2006
Janeiro 2007
Fevereiro 2007
Março 2007
Abril 2007
Maio 2007
Junho 2007
Julho 2007
Agosto 2007
Setembro 2007
Outubro 2007
Novembro 2007
Dezembro 2007
Janeiro 2008

Like a Rolling Stone
Bobby Montrane
Control
2008 começou e os shows também
Bob Dylan CHRONICLES: Vol. One
Radiohead - In Rainbows: Bonus Tracks
O Passado
Jigsaw Falling into Place
Radiohead em turnê
Camiseta do Doidos


29 de Junho de 2007

Atenção, atenção!


O segundo semestre de shows internacionais por aqui já começou e diga-se de passagem, muito bem.

Além de diversos shows já confirmados, agora também é a hora dos festivais e como não poderia ser diferente, já há confirmações das bandas que participarão do Tim Festival 2007.

Semana passada os norte-americanos do The Killers e Juliette & The Licks confirmaram presença no evento. Os ingleses do Arctic Monkeys também já anunciaram sua participação no festival em site oficial da banda.

Nesta semana, mais duas atrações sairam da lista de negociações e garantiram vinda ao Brasil , a dupla francesa Air e a exótica islandesa Björk.

A lista de possíveis atrações é extensa e nomes como Amy Winehouse, Scissor Sisters, The Klaxos, Kaiser Chiefs e Cat Power ainda são apenas especulações.

O festival acontecerá entre 25 e 31 de outubro e repete os locais e quase todo o formato do ano passado. Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Vitória são as cidades que receberão as atrações.

A organização apenas divulgou que este ano o evento terá algumas novidades no formato, mas que serão anunciadas em breve.

Ainda não há nenhuma informação sobre os ingressos e sobre a programação nas quatro cidades, portanto prepare seu bolso e seu espírito, porque esse ano não vai dar pra perder!

Marcadores: ,

Pearl Jam em Box


Foi lançado no dia 26/06, no exterior, um Box com 7 CDs da banda Pearl Jam. Live at the Gorge 05/06 é uma compilação de três shows ocorridos no anfiteatro Gorge, na Geórgia, EUA.

O Box é uma edição limitada, sendo peça quase obrigatória para os fãs do quinteto de Seattle. Todas as principais músicas do Pearl Jam estão nos CDs: Alive, Even Flow, Jeremy, Daughter, Black, Yellow Ledbetter, entre outras, e um punhado de covers, tais como Little Wing, de Jimi Hendrix; Baba O’Riley, do The Who; I Believe in Miracle, do Ramones; Crown of Thorns, do Mother Love Boné e as já conhecidas na voz de Eddie Vedder Fuckin’ Up e Rockin’ in the Free World, de Neil Young.

O PJ é um dos últimos sobreviventes do movimento grunge, iniciado na década de 90. Apesar de um ou outro escorregão em algum trabalho, a banda está sempre lançando ótimos discos, mantendo-se na ativa por mais de 15 anos. Após de atritos constante com a indústria fonográfica, é uma das bandas, mercadologicamente falando, mais rentáveis.

E por isso, a aposta no Box. O último lançamento do PJ foi em maio de 2006, com o álbum homônimo, bem acolhido pela crítica, por ser tratar de um trabalho de ataque ao governo norte-americano.

Agora a banda novamente aposta em um ousado projeto. Em 2003 lançou uma série de 25 CDs em capas de papelão, dos principais shows realizados na Europa, EUA, Japão e Austrália, visando bater a pirataria e a própria indústria fonográfica, afinal o preço do produto lá fora era inferior ao CDs convencionais. No caso do Box, que não tem previsão de lançamento no Brasil, o preço será “salgado”, girando entre R$ 160,00 e R$ 190,00.

Marcadores: ,

26 de Junho de 2007

Gente muito atormentada


Com certo atraso, chegou às minhas mãos o DVD do polêmico filme coreano Oldboy. Na época de seu lançamento — 2004 — o filme causou um certo frisson nos expectadores. As opiniões, que divergiam entre o brilhantismo e a insanidade do longa, brotavam em discussões acaloradas.

E essa ebulição não foi à toa. O filme realmente é brilhante. E insano. Ou melhor, doentio. Com um roteiro de fazer qualquer psicopata ficar sem ar, uma atuação pra lá de boa do protagonista Choi Min-sik e uma direção certeira, Oldboy virou coqueluche nos círculos alternativos e foi premiado com o Grande Prêmio do Júri, em Cannes, edição 2004.

Em suma, o filme é sobre vingança. Oh Dae-su é um pai de família que em certo dia é detido na delegacia por bebedeira. Ao sair de lá, ajudado por um amigo, vai direto para uma cabine de telefone ligar para sua filha, que completava 3 anos no dia.

Enquanto o amigo falava com a filha de Oh Dae-su, este some, reaparecendo em outra cena em um quarto, onde permaneceu 15 anos de sua vida, sem sequer suspeitar o motivo. Durante sua “estadia” no quarto, acompanhou o noticiário da morte da sua mulher, sendo ele o acusado de ter cometido o assassinato.

Paranóico, após tanto tempo preso, sozinho, Oh Dae-su é libertado, almejando apenas vingança e notícias sobre sua filha. Porém, sua vingança será bem mais amarga do que ele poderia imaginar e as conseqüências de seus atos serão revidadas de modo cruel.

Oldboy tem seu roteiro escrito pelo diretor Park Chan-wook, em companhia de Hwang Jo-yun e Lim Joon-hoon e é baseado em um manga de Tsuchiya Garon e Minegishi Nobuaki, o que explica algumas cenas surreais de violência. Fora isso, a trama armada, o desenrolar da estória, as alternâncias entre drama e humor, e outras bizarrices como polvo vivo sendo engolido por Oh Dae-su fazem de Oldboy um dos melhores filmes já rodados. (O polvo estava mesmo vivo e foi preciso 4 moluscos até se chegar à cena final).

A lição que fica, além da reflexão dos limites a que se pode chegar um ser humano para sobreviver e para se vingar, é de que cinema bom, cinema forte e de impacto está além, muito além das linhas do país que fica entre o Canadá e México.

Oldboy surpreende em todos os sentidos e com certeza ninguém sairá imune ao filme. E eu que pensava que o Tarantino era praticamente insuperável..... Eita gente atormentada.

Marcadores:

25 de Junho de 2007

Half Nelson foi lançado lá fora em Agosto de 2006, mas infelizmente só foi exibido por aqui em festivais de cinema e segundo apurei, ainda não existe uma previsão para o seu lançamento em terras tupiniquins.

Escrito por Anna Boden e Ryan Fleck, que também assina a direção, o filme conta a história de um jovem professor de história idealista (Ryan Gosling) e viciado, que estabelece uma indesejada ligação com uma de suas alunas (Shareeka Epps) quando ela o encontra totalmente chapado após um jogo de basquete.

Durante aproximadamente uma hora e quarenta e cinco minutos de projeção, acompanhamos acontecimentos na vida de ambos que acabam por aproximá-los, transformando o desconforto inicial em uma amizade sem julgamentos, que dá a eles algo que não tinham, ou seja, aquele tipo de companhia e companheirismo que todo ser humano precisa ter e que vez ou outra, faz com que vejamos as coisas por uma nova perspectiva.

Se você é daqueles que procura por ação, perseguições, explosões ou até mesmo pelas famosas reviravoltas mirabolantes, passe longe. Agora, se você gosta de um bom filme "independente" e que ainda por cima irá te fazer refletir por lidar com assuntos como vício, família, amizade e relacionamentos de uma forma delicada e carismática, fazendo um retrato fiel da natureza humana, então, pra você Half Nelson é imperdível.

Marcadores:

22 de Junho de 2007

The U.S. vs. John Lennon

The U.S. vs. John Lennon é um documentário de 2006 escrito e dirigido por David Leaf e John Scheinfeld que mostra um lado de John Lennon que o grande público não estava acostumado a ver nele como um membo dos Beatles, já que aqui o foco é a luta dele pela igualdade de direitos e pelo fim da guerra do vietnã durante o final dos anos 60 e início do anos 70 e a perseguição empreendida a ele pelo governo americano do então presidente Richard Nixon.

O documentário mostra os fatos que levaram a essa perseguição e a quase extradição de Lennon e para isso faz uso de arquivos secretos do FBI, de cenas e fotos nunca antes vistas do ex-Beatle em shows, passeatas, protestos e até em seu dia a dia, mesclados a depoimentos de ex-agentes do próprio FBI, além de personalidades como Angela Davis, Bob Gruen, Bobby Seale, J. Edgar Hoover, John Sinclair e Yoko Ono, entre outros.

Em tempos de internet, talvez seja difícil entender como era ser uma pessoa pública com uma opinião fortemente contrária a um governo que se caracterizou pela corrupção e pelo abuso de força e poder, mas o fato é que o documentário nos mostra que através de seus atos e até mesmo de sua ingenuidade, John Lennon se fez ouvir e foi perseguido por tentar lutar a seu modo pelos seus ideais e convicções.

Os mais céticos podem até reclamar que algumas lacunas não são preenchidas, como o famoso final de semana perdido, ou até mesmo que há um certo endeusamento quanto a pessoa que foi Lennon, mas a verdade é que o documentário cumpre exatamente o que propõe, ou seja, não julgar o homem e mostrar seus defeitos, que não eram poucos, mas sim mostrar que as vezes as atitudes e opiniões de apenas uma pessoa podem sim atingir mutidões e incomodar uma nação.

Give Peace a Chance!


Marcadores: ,

19 de Junho de 2007

Festival Indie Rock


Depois de um primeiro semestre repleto de shows com grandes nomes da música internacional, o segundo não poderia ser diferente.

Diversos outros grandes artistas, principalmente do rock, já estão confirmando a vinda ao Brasil.

No mês de julho, a temporada começa com o Festival Indie Rock, que acontecerá nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro e contarão com a participação das bandas inglesas The Magic Numbers e The Rakes e as bandas nacionais Mombojó, Hurtmold e Móveis Coloniais de Acaju.

A banda carioca Moptop e o grupo Lucas Santtana & Seleção Natural também devem se apresentar no festival, porém a primeira apenas em São Paulo e o segundo apenas no Rio.

Os shows acontecem no Circo Voador, no Rio, nos dias 25 e 26 de julho. Em São Paulo, a programação se repete nos dias 26 e 27 de julho, no Via Funchal.

A produção é da baiana Maria Luisa Jucá, que já foi empresária de Maria Bethânia e também já organizou diversos eventos de MPB. Agora ela busca com este festival invadir o universo do rock independente.


Festival Indie Rock - São Paulo


Local: Via Funchal – Rua Funchal, 65 – Vila Olímpia
Quando: 26/7 (quinta-feira) e 27/7 (sexta-feira) às 21h30
Ingressos: R$ 100 a R$ 140 – Informações pelo telefone (11) 3188-4148

Marcadores: ,

12 de Junho de 2007

John Lennon ainda ajuda campanhas beneficentes


Neste próximo final de semana será lançado álbum com músicas de John Lennon em prol de campanha beneficente.

Chega às lojas da Itália, nos dia 20 de junho, o álbum Make Some Noise.


O cd duplo com cerca de 20 composições do ex-Beatle disponibilizadas por Yoko Ono são interpretadas por diversos artistas, como U2, Corinne Bailey Rae, Snow Patrol e R.E.M..

Este trabalho é parte de uma campanha da Anistia Internacional com o objetivo de ajudar a salvar Darfur, região oeste do Sudão, onde acontecem massacres desde 2003.

O lançamento do álbum está previsto para ocorrer em Milão junto com o discurso do presidente da seção italiana da Anistia Internacional, Paolo Pobbiati. Também haverá declarações gravadas de artistas que participaram do projeto.

Para saber um pouco mais sobre este conflito, a Anistia Internacional montou o site Eyes on Darfur, com informações sobre a situação da população e também sobre o projeto que eles realizam na região.

Marcadores: ,

2 de Junho de 2007

O Bom do Ócio


O Sociólogo italiano Domenico de Masi, em entrevista ao Programa Roda Viva (99), da TV Cultura, explicou e exemplificou os temas abordados em seu livro o Ócio Criativo. Em suma, o livro trata sobre as relações de trabalho, instauradas pós-revolução industrial e todo o quadro soturno de degradação e exploração, física e intelectual, do trabalhador, apontado possíveis soluções para uma melhoria deste cenário.

Segundo o autor, o modo organizacional das empresas, que fazem com que o trabalho seja uma obrigação — idéia comum na grande maioria das empresas em todo o mundo — está em desacordo com as tendências atuais. Para ele, o tempo livre, o estudo e o trabalho precisam ser uma unidade só, fazendo com que o indivíduo trabalhe, estude, aprenda e se divirta ao mesmo tempo. Trabalhar em casa, reduzir a jornada de trabalho para se dedicar a outras tarefas e concentrar os esforços em produção intelectual são pontos importantes para quem quer vencer nos dias atuais.

De Masi começa explicando as alterações nas relações de trabalho após a Revolução Industrial. Antes, as pessoas trabalhavam em suas casas (no campo, por exemplo), dividindo o trabalho, tarefas domésticas e diversão. Com o advento das fábricas e indústrias, o trabalhador foi afastado de seu lar e “obrigado” a trabalhar na maior parte do tempo. Com isso, o tempo livre, dedicado aos estudos e ao lazer, reduziu-se drasticamente, já que, além da longa jornada de trabalho, o cansaço físico gerado pelas tarefas extenuantes, contribui para o desânimo do trabalhador.

O mundo Ocidental, capitalista, impôs que o trabalho é a principal atividade humana. Feito isso, criaram-se pessoas viciadas em trabalho (workaholic), que dedicam a maior parte de sua vida à labuta. Os trabalhadores, comandos por esse tipo de pessoas, são obrigados a trabalhar em cargas horárias na maioria das vezes desnecessárias. E é neste ponto que De Masi faz sua principal crítica. Para ele a jornada de trabalho poderia ser muito menor, tendo ainda assim o mesmo resultado do que se permanecesse como é. E este tempo extra, poderia ser dedicado ao pensamento, aos estudos, à reflexão, à diversão e tantas outras atividades que contribuem para o crescimento cultural dos seres e para a coleta de informações aplicáveis ao trabalho.

Ele prossegue dizendo que o trabalho intelectual é o futuro do mundo. Com tanta tecnologia, com tanto maquinário, o trabalho braçal tende a diminuir, gerando então uma demanda de trabalho “cerebral”. As artes, as ciências e as atividades teóricas são os campos a serem explorados. Sendo assim, será possível trabalhar em casa, se divertir enquanto se trabalha, ter mais tempo para si e se desgastar menos, o que geraria mais felicidade.

Porém essas mudanças são difíceis, já que o tempo livre, o ócio, é visto como algo para quem não gosta de trabalhar, para vagabundos. Ócio, no ponto de vista de Domenico, é o tempo dedicado aos estudos ao descanso e aprendizado mental, e não ao banditismo, a vagabundagem e a baderna.

Os burocratas são uma das principais classes que não compartilham com as idéias de De Masi, como o mesmo afirma na entrevista. Este grupo, tão conservador, possui ainda a mentalidade da Época industrial. Rotina, tarefas fixas, ação ao invés do pensamento, carga horária fixa e estipulada de modo cronométrico, é o que defende o tecnocrata, que não se preocupa com o bem estar e humano dos trabalhadores. A este importa o PIB (Produto Interno Bruto) e não o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). Esse tipo de pensamento só sugere que as desigualdades sociais prevaleçam.

Apesar desse quadro preocupante, Domenico de Masi se mostra confiante. Especialmente com relação ao Brasil. Durante a entrevista ele lembra (coisa que poucos brasileiros sabem ou fingem não saber) que o Brasil tem uma cultura artística riquíssima, estudiosos de ponta, e que só faltam investimentos em pesquisa científica.

Ele ressalta também que os países ricos vivem hoje do trabalho mental, ao contrário dos países pobres. O Brasil situa-se em campo intermediário (nação emergente).

Por fim, Domenico de Masi explica que a cooperação de quem ostenta a informação, fonte de poder, é essencial para a construção de uma sociedade melhor. Ele exemplifica falando sobre a cidade Fortaleza, que se, cada universitário de lá ensinasse cinco, dez crianças analfabetas ou semi-analfabetas a ler e a escrever, a falta de educação poderia ser extinta.

Domenico de Masi nos fornece uma teoria agradável, coerente, que prima pela qualidade de vida dos indivíduos. Pena é que a grande parcela corporativa não dá atenção a isso. O mundo é um campo de fértil de aprendizado e prazer, mas tornou-se um campo estéril de trabalho forçado.

Leia: O Ócio Criativo, Domenico de Masi
Veja: Roda Viva, com Domenico de Masi. O DVD está a venda no site da TV Cultura.

Marcadores:



© 2003-2007 Doidos Varridos. Arte por Victor Farat.
Todos os direitos reservados.