Tropa de Elite talvez seja o filme nacional mais discutido dos últimos tempos, só que toda essa discussão não se deu pelos méritos ou defeitos artísticos da película e sim pela venda de cópias piratas por camelôs e pela sua distribuição através da internet quase dois meses antes de sua estréia nos cinemas.
O filme dirigido por José Padilha (Ônibus 174) foi escrito por ele e pelo ex-capitão do BOPE (Batalhão de Operações Policiais Especiais) Rodrigo Pimentel e conta a história de Nascimento (Wagner Moura), um capitão de uma unidade do BOPE do Rio de Janeiro que está prestes a ser pai pela primeira vez e que se vê no dilema de encontrar um substituto a altura para comandar sua unidade.
Praticamente todo narrado em off, pouco a pouco vamos conhecendo a história do capitão e também dos aspirantes Neto (Caio Junqueira) e Matias (André Ramiro), dois amigos de infância que entraram juntos para a polícia militar e que acabam chegando ao BOPE devido a sua honestida e até mesmo inocência diante de um batalhão de policiais corruptos.
O trio de atores principais está impecável, mas o destaque absoluto é mesmo Wagner Moura. Ele consegue demonstrar como poucos todas as nuances e conflitos pelos quais seu personagem passa, tendo que ser frio e sanguinário quando está no comando, porém frágil e até mesmo amedrontado quando está ao lado de sua esposa e de seu filho recém-nascido. Caio Junqueira e André Ramiro não ficam atrás e representam respectivamente a força e o cérebro, sendo um mais atirado e o outro (a princípio) bem mais contido.
No meio dessas histórias paralelas e que fatalmente acabarão por se cruzar, o BOPE age de forma bruta, desumana e eficaz, sendo mostrado como uma força acima de qualquer outra e como a solução (para o bem ou para o mal) de todos os problemas no Rio de Janeiro, sejam eles causados por policiais corruptos, traficantes ou até mesmo por "playboys" com segundas intenções.
Não há como negar que o filme certamente irá desagradar aos socialmente mais antenados tanto pela chamada "violência necessária" quanto pelos personagens estigmatizados, mas se você não for daqueles que fica reparando nisso o tempo todo, irá se deliciar com um filme policial de ação ininterrupta, com ótimos efeitos, atuações impecáveis e que dessa forma, se coloca fácil lado a lado das boas produções estrangeiras do gênero.
Depois do fraco primeiro disco de estúdio Down In Albion, do bom EP The Blinding e de todas as histórias envolvendo drogas e Kate Moss, o eterno junkie Peter Doherty e seu Babyshambles voltam agora com Shotter's Nation, que é o segundo álbum de estúdio da banda e que deverá ser lançado lá na Inglaterra naquele formatinho que nossos avôs costumavam chamar de CD no dia 1º de Outubro desse ano.
O álbum que foi produzido por Stephen Street (Blur e Kaiser Chiefs) e que ainda conta com as participações do cantor folk Bert Jansch e de Albert Hammond Jr (The Strokes) definitivamente pode ser considerado um retorno a forma, já que é muito mais coeso do que Down In Albion e mantém a evolução demonstrada em The Blinding.
É claro que ainda não se pode dizer que a banda chegou no mesmo nível do finado Libertines, mas também não se pode negar que o álbum tem suas qualidades e que ao trazer algumas pequenas pérolas pós-punk "a lá Clash", que aliam letras espertas, ao vocal quase falado de Doherty e a um instrumental hora mais rápido hora mais reflexivo e diversificado, nos faz lembrar o porque do cara ser considerado o pai (seria o Carl Barat a mãe?) de tantas outras bandas "indie" que apareceram logo após o término do Libertines.
The Thrillsé uma daquelas bandas que sempre gosto de escutar, mas que por algum motivo bizarro quase nunca escuto... É como aquelas caixas de sapato que você costuma guardar velhas fotos, um dia você tem que arrumar e sempre se diverte redescobrindo aquelas coisas.
Com o Thrills a coisa é bem parecida... Porém, nesse caso nada de velharia e sim um disco que acabou (ou quase na verdade) de sair do forno...
Teenager é o terceiro disco da banda e chega com a responsabilidade de ser o sucessor de dois ótimos álbuns ("So Much for the City" de 2003 e "Let's Bottle Bohemia" de 2004 ) e mesmo com os três anos de intervalo não decepciona... O disco não traz nada de muito novo ao som da banda, mas isso não chega a ser algo ruim, na verdade acho que é até algo positivo.
The Midnight Choir abre o disco bem ao estilo de "One Horse Town" do primeiro disco e de cara já deixa uma boa impressão para o que vem pela frente. This Yearvem em seguida com um refrão que vai fazer muito marmanjo sair por aí contarolando "Cos I know - this year could be our year...", eu vou hahaha...
Nothing Changes Round Here, é a mais legal do disco na minha humilde opinião e nada que eu fale sobre ela será tão significante quanto o vídeo que segue abaixo... Restaurant, I Came All This Way e Long Forgotten Songvêem em seguida e trazem de volta a calmaria tradicional dos discos anteriores para em seguida pedir desculpas em I'm So Sorry, talvez a mais fraquinha do disco...
No More Empty Wordschega trazendo energia a última parte do disco para logo em seguida mergulhar na melancolia de Teenagere Should've Known Better, duas boas reflexões sobre como as coisas poderiam ser melhores. There's Joy To Be Found... The Boy Who Caught All The Breaks, literalmente duas música em uma, fecha o disco em grande estilo com mais duas belas composições.
E no final o que fica é mais um ótimo disco dos caras ;)
Antony & The Johnsons - Antony & The Johnsons (2005)
Já que os "caras" (se é que você me entende) resolveram vir para o TIM Festival 2007, vou aproveitar a oportunidade e postar o segundo álbum de estúdio do Antony & The Johnsons, que para a surpresa de muitos, foi o grande vencedor do Mercury Prize de 2005.
Além da garantia de qualidade que esse prestigioso prêmio lhe concedeu, Antony & The Johnsons também conta com as participações mais do que especiais de Rufus Wainwright, Boy George, Devendra Banhart e Lou Reed.
Intimista, harmônico e sempre apoiado na leveza vocal, nas letras hora sombrias hora acalentadoras, em um piano sutil e nos belos arranjos, Antony nos faz esquecer dos convidados, da sua vidagem explícita e dos prêmios e presenteia o ouvinte com um álbum belíssimo, que cativa pela sutileza e pelo refinamento e que nos faz aguardar ansiosamente pelos shows aqui em terras tupiniquins.
Hoje resolvi postar um álbum de 2003 que eu creio que muita gente até já tenho ouvido, mas como sempre tem um pessoal novo chegando ao chamado e "hypado" mundinho indie, achei que esse seria um ótimo momento para falar sobre Give Up, que é o primeiro e até agora único trabalho do ThePostal Service, dupla formada por Ben Gibbard (Death Cab For The Cutie) e Jimmy Tamborello e que se caracteriza pela excelente mistura eletrônica + pop.
Com um som inspirado, emocional e até mesmo frágil em certos momentos, os caras conseguem juntar o barulho característico do som eletrônico e sintetizado a um vocal melancólico e que na maior parte do tempo fala sobre corações partidos e esperança, mas sem soar cafona ou fora de lugar e dessa forma, fazem com que Give Up se torne um álbum obrigatório em sua coleção e, como bem disse Dan Gennoe, "prova que o electro-pop tem alma".
Indiana Jones And The Kingdom Of The Crystal Skull
Segundo osite oficial da franquia, Indiana Jones And The Kingdom Of The Crystal Skull será o título do quarto filme que trará novamente as telas o nosso arqueólogo favorito, sendo que o mesmo será lançado no meio do verão americano do ano que vem.
Por tudo o que se tem lido a respeito, parece que o script se manterá bem proximo daquele escrito por Frank Darabont tempos atrás, por isso, tudo leva a crer que Steven Spilberg e George Lucas não mexeram nele tanto quanto deram a entender e que agora só nos resta esperar por mais uma grande aventura do Dr. Jones.
O filme do Homem de Ferro é um dos mais aguardados por todos nós aqui do doidos, a ansiedade nos corrói a cada dia hehehe...
Bom, esse final de semana vai ser longo para nós... Isso porque Jon Favreau, diretor do filme, anunciou em seu blog que o primeiro trailer do filme será lançado no dia 10 de setembro! Sim, isso mesmo, segunda-feira...
O trailer deve trazer muitas das cenas que já foram apresentadas no painel do filme na Comic-Con 2007 e algumas novas. A adaptação da HQ da Marvel é estrelado por Robert Downey Jr. e estréia em 2 de maio de 2008.
Um dos prêmios mais importantes da música britânica, o Mercury Prize, já tem o vencedor da edição de 2007.
Eleito o melhor álbum do ano, o Myths of the Near Future, da banda Klaxons, surpreendeu e desbancou os favoritos.
Segundo fontes, alguns jurados explicaram a escolha dizendo que o álbum havia os levado para uma “aventura musical extasiante”.
No palco, a banda celebrou a premiação. Além do troféu, o grupo também ganhou um cheque no valor de 20 mil libras. O vocalista e baixista, Jamie Reynalds, informou ser merecida a premiação e que o álbum de estréia foi o único que olhava pra frente, comparando-o ao dos outros concorrentes.
Mas a grande surpresa da noite ficou com a aparição de Amy Winehouse, que concorria com seu álbum Back to Black, e que atualmente protagonizou diversos escândalos envolvendo drogas e violência. Winehouse apresentou-se ao vivo no evento e cantou Love is a Losing Game.
Entre os indicados estavam também, Arctic Monkeys, The View, Maps e New Young Pony Club.