A edição de 2007 do Tim Festival reuniu, de acordo com a organização do evento, mais de 20 mil pessoas domingo no Anhembi para assistir as 6 atrações internacionais que já haviam se apresentado no Rio de Janeiro dias antes. A maratona de shows durou cerca de 10 horas.
Com toda esta grandiosidade, os erros e acertos seguem na mesma proporção. A organização do evento acertou no esquema de trânsito e estacionamento, não faltou comida, a venda era feita de forma rápida, a quantidade de banheiros foi suficiente e o som estava com qualidade muito superior ao de outras edições.
Já os erros se deram na demora para a entrada e grandes filas, no atraso para o início das últimas atrações e na falta de bebidas por volta das 3h30 da madrugada, o que irritou muitos devido ao valor pago pelos ingressos.
Entre as 6 atrações, as 4 últimas eram as mais aguardadas da noite e fizeram com que grande parte do público permanecesse no local até às 5h da madrugada de segunda.
Björk, uma das mais esperadas atrações do evento, protagonizou um grande espetáculo ao público. A cantora subiu ao palco por volta das 22h, após uma grande demora na montagem de seu palco, cerca de uma hora de espera. O coral de mulheres iniciou o show, indicando que o single 'Earth Intruders', de seu mais recente disco, Volta, iria abrir a apresentação.
A excêntrica cantora surgiu com a roupa que utilizou no seu primeiro show desta nova turnê, toda colorida e com um chapéu que cobria parte de seu corpo. Com um repertório que misturava novas músicas e antigos sucessos, a islandesa fez o público vibrar diversas vezes com suas dancinhas no palco. O ápice de seu show foi durante a canção, 'Declare Independence', onde uma chuva de papel picado cobriu o palco e finalizou o espetáculo.
Após mais um longo período de espera, foi a vez de Juliette and The Licks se apresentar. A cantora e atriz Juliette Lewis mostrou todo seu erotismo e sensualidade no palco, interagindo muitas vezes com a platéia que gritava eufórica elogios à vocalista. O grupo apresentou um som pouco diferente do trivial, mas cheio de energia e fez com que o público vibrasse em determinados momentos, como quando Lewis levantou e dançou com a bandeira do Brasil.
O Arctic Monkeys, grupo coqueluche do momento, entrou no palco e fez a galera realmente se animar, o que até então não havia acontecido. Com um repertório baseado nos dois álbuns do quarteto, o que sobrou foram hits. Músicas como 'I Bet You Look Good on The Dancefloor', 'Fluorescent Adolescent' e 'Fake Tales of San Francisco' agitaram o público e fizeram com que os fãs vibrassem a cada nova música tocada pelos ingleses.
Apesar de um pouco pálidos no palco, a banda consegui animar apenas através de suas músicas, já que a presença de palco e super produção não foram o forte dos jovens garotos.
Depois de 3 horas de atraso, a banda cotada como a mais esperada da noite subiu ao palco, o The Killers. Grande parte do público ainda permanecia no local pulou ao som de 'Sam´s Town', 'Jenny Was a Friend of Mine', 'Mr. Brightside' e outros sucessos dos dois discos do grupo.
O palco decorado com plantas e lâmpadas tinha um ar de grandioso. Brandon Flowers, o vocalista do grupo, interagiu o tempo todo com os fãs e ainda tocou alguns trechos das músicas no piano. O grupo provou que tem potencial segurando boa parte da platéia até o fim do show, por volta das 5h da manhã de segunda-feira.
Já as duas primeiras bandas do evento eram pouco conhecidas. Com o início do show às 19h, o Spank Rock animava as pessoas que ainda chegavam ao local. Apesar das batidas fortes e uma mistura de Hip Hop e Funk, o grupo não empolgou tanto. A animação dos integrantes era visível. Um dos integrantes chegou até a se jogar sobre a platéia já no final da apresentação.
O segundo grupo a subir no palco foi o Hot Chip. A apresentação começou por volta das 20h e mostrou um som com batidas mais eletrônicas e teclados que lembravam as bandas oitentistas. Após uma meia hora de show, o grupo deixou o palco por problemas técnicos e retornou 10 minutos depois e tocaram mais algumas músicas pra uma platéia fria.
As informações sobre a venda dos ingressos para o tão aguardado show do grupo The Police no Brasil já foram divulgadas.
A apresentação da banda inglesa acontece no estádio do Maracanã, Rio de Janeiro, no dia 8 de dezembro, como já havia sido noticiado aqui no Portal da Antena1.
Os 80 mil ingressos colocados à venda para o público em geral começarão a ser vendidos ainda nesta semana, no dia 26 de outubro. Os Paralamas do Sucesso foi a banda escolhida para abrir o show.
Além da compra através da bilheteria, é possível adquiri-los pelo site http://www.ingresso.com.br/ e pelo telefone com pagamento pelo cartão de crédito do banco. Para os portadores do cartão de crédito HSBC Mastercard, a venda das entradas estará disponível a partir de hoje, dia 25.
A apresentação da banda brasileira está prevista para começar às 20h. Já o show do trio inglês em comemoração aos 30 anos de formação, às 21h30. A abertura para a entrada no estádio será aberta a partir das 17h.
Antes do show no Brasil, o The Police passa pelo México, em novembro, segue pela Argentina, Chile e depois chega ao Rio de Janeiro. Após a apresentação aqui, a banda segue para a Austrália e Nova Zelândia.
The Police no Brasil
Rio de Janeiro
Local: Estádio do Maracanã – Rua Professor Eurico Rabelo, s/nº, Rio de Janeiro. Data: 8/12 (sábado) às 21h30. Ingressos: R$ 160 arquibancada lateral, R$ 190 gramado, R$ 270 arquibancada frontal e cadeiras azuis, R$ 500 área premium – Informações pelo telefone 4003-2330. Site: http://www.thepoliceliveinrio.com.br/
Grindhouse é um termo usado pelos americanos para definir os cinemas nos quais são exibidos filmes da chamada "exploitation", que tem como marcas registradas as tramas recheadas de sexo, violência e temas bizzaros, além de ainda contar com o fato de que em uma mesma sessão podem ser exibidos dois ou até mesmo três filmes na sequência.
Partindo dessa idéia, Quentin Tarantino e Robert Rodriguez decidiram fazer uma homenagem a esse gênero de filme e criaram respectivamente A Prova de Morte e Planeta Terror, que são dois filmes com histórias completamente diferentes, mas que assim como nos velhos cinemas dos anos 70, seriam exibidos na sequência e teriam apenas alguns trailers falsos os separando.
Os filmes estrearam lá nos EUA em 06 de Abril sob o título de Grindhouse, mas em quase todo o resto do mundo eles tiveram suas versões extendidas e foram lançados como se fossem dois filmes diferentes.
A Prova de Morte apareceu só agora aqui no Brasil e conta a história de um dublê psicopata que mata mulheres com seu carro literalmente "A Prova de Morte". O sujeito atende apenas pelo nome de dublê Mike e é vivido por Kurt Russell, que continua canastrão como sempre e por isso mesmo foi a escolha perfeita para o papel. Para não fugir da premissa, as vítimas do dublê Mike teriam que ser mulheres sexy e fortes e essa tarefa fica a cargo do time de beldades formado por Rosario Dawson, Vanessa Ferlito, Jordan Ladd, Sydney Tamiia Poitier, Tracie Thoms, Mary Elizabeth Winstead, Zoë Bell e Rose McGowan.
Como o intuito do filme era de homenagear um determinado gênero e tentar divertir os espectadores, a história em si não merece nem uma análise mais detalhada, mas ainda assim vale dizer que o diretor conseguiu colocar sua marca registrada na película e novamente nos traz aqueles ótimos diálogos, cheios de referências e daquele seu humor peculiar, além de personagens sempre envolvidos em situações que vão do corriqueiro ao bizzaro em questão de segundos e quase sempre de forma original e até mesmo hilária de tão trash.
Aliás, não estranhe se durante as quase duas horas de projeção você notar que cenas são cortadas abruptamente enquanto outras simplesmente perdem a cor ou são rapidamente substituídas por um pedaço de outro filme, já que se isso acontece é apenas porque tanto Tarantino quanto Rodriguez usaram diversas técnicas para fazer com que seus filmes se parecessem com os que eram exibidos naqueles cinemas americanos nos anos 70 e isso logicamente inclui seus diversos defeitos.
Quem espera um novo Cães de Aluguel ou quem sabe um outro Pulp Fiction talvez não vá se satisfazer com A Prova de Morte, mas pra quem está a fim de ir ao cinema e se divertir sem preocupação com uma justa homenagem aqueles filmes que foram e que ainda são feitos com pouco dinheiro e apenas para entreter, tá ai um prato cheio.
Primeiro e único álbum lançado por Jeff Buckley, filho do grande e bêbado Tim Buckley, Grace foi escrito em parceria com Gary Lucas e acho que não seria injusto compará-lo a um daqueles vinhos que costumamos guardar na adega por vários anos p/ abrí-lo somente em ocasiões especiais.
Os arranjos que alternam violões acústicos e guitarras ruidosas, juntamente com o tom minimalista e que subitamente se torna forte e grandioso se fundem a voz acalentadora e melancólica de Buckley de uma forma tão perfeita que só nos fazem lamentar o fato dele ter lançado apenas esse álbum, já que meses depois morreu afogado em circustâncias no mínimo misteriosas.
Música após música, o albúm nos leva por uma viagem que vai desde o mais completo desespero até a mais pura alegria sem destoar nem por um segundo e prova sua longevidade e beleza influenciando gente da nova safra da música como Arcade Fire, Devendra Banhart, Muse e Radiohead, além de deixar embasbacado uma figura como Jimmy Page, que certa vez disse algo como "Jeff Buckley foi a coisa mais extraordinaria que apareceu na música na última década".
Kurt Cobain About a Son é um documenário dirigido por AJ Schnack que estreou no Toronto International Film Festival do ano passado e que traz o audio das entrevistas que o jornalista Michael Azerrad fez com Kurt Cobain para o lançamento do livro Come As You Are: The Story of Nirvana.
O filme irá estrear oficialmente só em Outubro desse ano e é importante dizer que não trará nenhuma performace musical do Nirvana, já que o intuito aqui é tentar mostrar um pouco mais desse ser humano excepcional e cheio de contradições, mesclando seus depoimentos, que transitam entre engraçados, percepitivos, paranoícos, raivosos e depressivos, a uma trilha sonora composta por bandas que o influenciaram (Queen, Black Sabbath, David Bowie, Big Black, The Melvins, The Vaselines, Bad Brains e Mudhoney) e a imagens dele, da banda, de fases de sua vida e até mesmo de pessoas e lugares de sua cidade natal.
Em tempos de mostra de cinema aqui na sempre nublada e maravilhosa São Paulo, tá ai uma ótima dica para todos aqueles que curtem arte, musica, cinema e logicamente, Kurt Cobain e o Nirvana.
Ouvir um disco do Radioheadsempre foi uma experiência única pra mim. Em certos momentos até mesmo mágica, independente se fosse a primeira ou a milésima vez que estivesse fazendo isso.
ComIn Rainbows, novo álbum da banda, não foi diferente e acho que por isso que esperei alguns dias antes de escrever a minha impressão sobre ele e assim tentar não cometer nenhuma injustiça ou exagero.
Essa primeira versão do álbum, com 10 músicas, já trouxe uma revolução desde o seu lançamento, já que a banda decidiu lançar o disco de forma independente e a versão para download do disco pode ser comprado pelo site da banda pelo preço que o fã quiser pagar, sendo que em Dezembro ainda será lançado um Discbox que conterá 2 CDs e 2 discos em vinil, incluindo livreto especial, músicas inéditas e fotos digitais do grupo.
Bom, vamos ao que interessa nesse momento não é mesmo? O disco não traz nada muito diferente ou revolucionário ao som que a banda tem feito nos últimos anos, mas ainda assim, a banda consegue surpreender. Esse disco mostra um amadurecimento na postura musical que a banda adotou nos discos anteriores, tanto que eu diria que seria algo próximo à uma fusão entre Ok Computer, Kid A e Amnesiac, porém mais acessível que os dois últimos.
O disco é repleto de belas canções, algumas delas já tocadas em apresentações ao vivo, e apesar de não querer estragar a sua audição comentando música a música, vale a pena destacar algumas delas.
Bodysnatchers: a guitarra devastadora e a bateria nervosa fazem dela a música mais pesada do disco... All I Need e Weird Fishes/Arpeggi: Uma depressiva ao extremo, não ouça se você tem tendências suicidas hehehe, a outra bela e romântica, ainda assim forte e cheia de vida... House Of Cards: simplesmente linda... Videotape: tão bela que me deixa sem palavras pra descrevê-la...
Certamente Pode-se dizer que In Rainbows é tão bom quanto qualquer um dos últimos discos da banda, ou seja, não chega a ser fantástico, mas ainda é um disco do Radiohead e isso ainda continua sendo sinônimo de um disco muito acima da média.
Assim como a maioria, eu também ainda continuo à espera de um novo Ok Computer ou de outro The Bends, mas entendo que ninguém consegue chegar à perfeição absoluta sempre ;)
Faixas:
"15 Step" "Bodysnatchers" "Nude" 'Weird Fishes/Arpeggi" "All I Need" "Faut Arp" "Reckoner" "House of Cards" "Jigsaw Falling into Place" "Videotape"
Falta menos de um mês para a realização da quinta edição do Tim Festival e alguns shows já estão com seus ingressos esgotados.
Na semana passada, terminaram os ingressos para as apresentações das bandas Arctic Monkeys e Hot Chip, da Björk e Antony and the Johnsons e do The Killers e Juliette & The Licks no Rio de Janeiro.
A venda dos ingressos começou no inicio de setembro e no dia seguinte, duas atrações em São Paulo também já estavam esgotadas, as apresentações de Cat Power, Antony and the Johnsons e Toni Platão e a de Feist, Cibelle e Kátia B.
Os ingressos para os demais shows ainda continuam à venda nos 24 postos espalhados pelo Brasil. Além de São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Vitória, há bilheterias em Belo Horizonte, Brasília, Santo André e Campinas.
Pra quem quer mais comodidade, também é possível adquirir os ingressos pelo telefone e pela internet, através do site http://www.ticketmaster.com.br/.
Confira aqui a lista completa dos pontos de venda.