(O) Omelete
Ain't It Cool
Eupodo
HQ Maniacs
Indie Nation
IsFREE
Judão
Lágrima psicodélica
Last.fm
Lúcio Ribeiro
Musecology
Na Cabeça
NME
One Died Simply
Orkut
Pipoca Reluzente
Pitchfork
Una Piel de Astracán
UOL Quadrinhos
Wikipédia
Yes! We Have Bananas

Dezembro 2006
Janeiro 2007
Fevereiro 2007
Março 2007
Abril 2007
Maio 2007
Junho 2007
Julho 2007
Agosto 2007
Setembro 2007
Outubro 2007
Novembro 2007
Dezembro 2007
Janeiro 2008
Fevereiro 2008
Março 2008

Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet
NME Awards
Juno
Campus Party 2008
Onde os Fracos Não Tem Vez
A Lenda de Beowulf
Heaven to Hell: Belezas e Desastre
Coachella 2008
A morte do Coringa
Oscar 2008


29 de Fevereiro de 2008

Juno

Definitivamente não sou bom com Oscars. Dificilmente ganha o filme que mais gostei, não que isso tenha alguma importância, mas... Esse ano não poderia ser diferente, apesar do meu predileto ser Juno, a briga era pesada, todos os filmes eram muito bons. Melhor roteiro, esse foi o único prêmio que o filme ganhou. Único, mas merecidíssimo prêmio foi para uma blogueira e ex-stripper, Diablo Cody.

O filme se passa em torno de uma adolescente de 16 anos, Juno MacGuff (Ellen Page), que descobre está grávida de seu melhor amigo e companheiro de banda, o desajeitado Paulie Bleeker (Micheal Cera). A garota se ver então num dilema, mas decide ter o filho e entregar para adoção. É nesse momento que a garota conhece Mark e Vanessa Loring (Jason Bateman e Jennifer Garner).

Vanessa sonha em ser mãe, mas não pode ter filhos e vê em Juno a grande chance de ser mãe. Mark, por sua vez, é um compositor que trabalha com comerciais e vive sufocado por sua mulher. Amante de gibis, filmes trashs, e com um ótimo gosto músical, um típico “nerd moderno”, Mark logo se aproxima de Juno, que por sua vez adora as bandas punks dos anos 70 e filmes sangrentos. A amizade dos dois geram momentos memoráveis, que certamente muitos de nós irão querer estar lá, sessões de Sonic Youth e filmes trash em meio a pilhas de gibis e muito mais...

Page está perfeita no papel da garota, consegue trazer para a telona todo o potencial da personagem escrita por Cody... Jason Reitman (Obrigado Por Fumar), em seu segundo filme, consolida seu estilo mostrado no primeiro filme trazendo um equilíbrio perfeito entre drama e humor. No elenco ainda temos o sensacional J.K. Simmons (Homem-Aranha) como pai da garota, Allison Janney (The West Wing), Olivia Thirlby, melhor amiga da protagonista...

Outro grande destaque do filme sem dúvida é a trilha sonora que vai de clássicos como The Kinks, Velvet Underground e Budy Holly a grandes nomes do alternativo da atualidade como Sonic Youth, Belle & Sebastian e Cat Pawer, mas o maior destaque fica por conta de Kimya Dawson que participa de 8 faixas no disco, seja sozinha, com sua banda The Moldy Peaches ou ainda seu projeto paralelo Antsy Pants.

Juno, sem exagero, é um daqueles filmes que você quer ver todo dia, inteligente, sensível e engraçado como poucos.

Juno - Original Soundtrack

Marcadores:

12 de Fevereiro de 2008

Campus Party 2008

Estou aqui na minha barraca no meio de um acampamento cercado de nerds por todos os lados , pessoas discutindo as maravilhas do mundo da tecnologia atual e daqui a pouco vai começar o concurso de robótica. Sim, isso mesmo! Cada participante ganha um kit para montar o seu próprio robô e o vencedor será aquele que... Ah isso não importa, é um kit da LEGO!!! Cara, se já era animal montar seus brinquedos com o LEGO, imagina então montar um robô?!?!?! Foda!!!

Mas que droga! Infelizmente isso não é verdade, não estou num acampamento assim... Mas Um lugar assim existe, isso eu posso garantir. O evento existe desde 1997 e pela primeira vez chega ao Brasil! Pena que só tinham 3.000 lugares para o acampamento e eu não me inscrevi à tempo ;(... Ainda posso ir como visitante, mas será que eles vão me deixar montar meu Robot LEGO?

Pra quem não está entendendo nada do que eu estou falando eu explico, o Campus Party é o maior evento de entretenimento eletrônico do mundo. É um encontro anual que reúne milhares de participantes, e seus computadores, com a mesma finalidade: Falar, criar, usar ou apenas participar de todo o tipo de atividades relacionadas à computadores.

Sim, é isso mesmo! Um monte de nerds pirando em tudo que há de mais moderno, inovador e divertido no mundo eletrônico. O evento já contou com alguns convidados de peso como Neil Alden Armstrong, o primeiro homem a pisar na Lua, e o físico britânico Stephen Hawking, que através de um vídeo, abriu a edição de 2006.

A abertura da edição brasileira, que aconteceu ontem em São Paulo, contou com um show surpresa do ministro da Cultura Gilberto Gil e a presença ilustre do Robô Quasi, o robô humanóide mais famoso do mundo que entre outras coisas tem a capacidade interagir com humanos através de inteligência artificial.

Bem... Certamente eu estarei por lá e espero encontrá-los na sala do "Kick ass kung fu" para lhes aplicar uma bela duma surra hehehe...

Local: Prédio da Bienal - Parque do Ibirapuera, São Paulo / SP
Data: De 11/02 até 17/02
Inscrições: www.campus-party.com.br
Preço: R$ 100, com direito a acampamento durante a semana. A entrada é gratuita para a área de exposições.

Marcadores: ,

11 de Fevereiro de 2008

Onde os Fracos Não Tem Vez

A violência desnecessária e gratuita que vemos nos dias de hoje apenas demonstra o quanto nos distanciamos dos ideais e valores que formaram nossos ancestrais e que hoje são vistos apenas como uma lembrança pálida na cabeça dos que viveram naqueles tempos.

Adaptado do romance de mesmo nome escrito por Cormac McCarthy, Onde os Fracos Não Tem Vez foge do lugar comum e propõe uma reflexão sobre temas como esse utilizando como pano de fundo uma negociação de drogas que deu errado em Junho de 1980 no Oeste do Texas.

O caçador Llewelyn Moss (Josh Brolin) encontra por acaso o local onde tal negociação se desenrolou e em meio a uma série de corpos e rastros de sangue, ele acha uma maleta cheia de dinheiro e decide levá-la para casa. Essa decisão começa a se mostrar totalmente errada quando em meio a uma súbita crise de consciência, ele resolve voltar ao mesmo local e por conta disso, acaba se tornando o alvo principal de uma caçada humana empreendida pelo já "clássico" assassino profissional Anton Chigurh (Javier Bardem).

O violento jogo de gato e rato em que se transforma a perseguição de Chigurh à Llewelyn é pontuado por momentos mais instrospectivos sempre que o xerife local Ed Tom Bell (Tommy Lee Jones) entra em cena para investigar e até mesmo tentar entender o que está por trás da trilha de cadeveres que vai ficando pelo caminho desses dois homens determinados a alcançar seus objetivos, custe o que custar.

Se seguissem a cartilha, os irmãos Joel e Ethan Coen poderiam até ter entregue mais um competente filme policial, mas desde sua abertura com uma belíssima fotografia do Oeste americano acompanhada pela narração lacônica e sentimental do xerife brilhantemente vivido por Tommy Lee Jones, até o seu desfecho anti-climático, fica claro que a história é apenas uma ponte que nos conduz a uma reflexão bem mais profunda, que envolve temas como destino, escolhas, esperança, humanidade e ingenuidade, culminando em um único sentimento de deslocamento que é inerente a todos aqueles que não encontram mais lugar diante da degradação de uma sociedade cada vez mais violenta e sem sentido.

Marcadores:

7 de Fevereiro de 2008

A Lenda de Beowulf

O mundo precisa de heróis. Não importa se eles usam capas, roupas coladas, se voam, se possuem visão de raio X, cuspam fogo ou sejam extremamente fortes e praticamente indestrutíveis. O fato é que o imaginário humano se alimenta com grandes epopéias e grandes feitos protagonizados por pessoas ou seres “especiais”.

Não é diferente com Beowulf. Inspirado em um poema inglês da Idade Média, o filme narra os feitos do lendário guerreiro, que se julga invencível e que busca, incessantemente, poder e glória. Narrando seus feitos com grande eloqüência, Beowulf (Ray Winstone) se tornou conhecido pelas terras por onde passou. E devido a essa fama, foi atraído para o reino do fanfarrão Hrothgar (Anthony Hopkins), com a missão de derrotar o terrível Grendel (Crispin Glover).

Até aí, para um guerreiro derrotar um monstro não há nada de tão especial. A narrativa começa a ficar mais interessante quando Beowulf, após lutar com Grendel, vai atrás deste na caverna onde ele habita. Lá, no esconderijo, ele conhece a mãe do monstro (vívida por Angelina Jolie) e sua vida vira de cabeça para baixo.

O filme é interessante primeiro pelos efeitos especiais. Segundo pelo roteiro acurado e bem desenvolvido. A história não é mais uma que fala apenas sobre os grandes feitos de um grande herói. Pelo contrário, ela pega justamente os pequenos erros que transformam essas grandes figuras em pessoas comuns, em meros mortais como qualquer outro. Demonstra também, que grandes feitos vêm acompanhados de enganos que norteiam o destino de quem os vive.

Escrito por Neil Gaiman e Roger Avary, o roteiro de A Lenda de Beowulf já é muito bom por ser uma adaptação de um poema. E é melhor ainda por conseguir ser denso, atrelando as aventuras do herói com seus problemas morais e toda a fábula envolvida. Apesar da linearidade, o roteiro é forte devido os diálogos de Beowulf e o intenso apelo sexual do filme (levado ao extremo pelo próprio protagonista e pela personagem de Angelina Jolie), disfarçado entre pequenas artimanhas textuais.

Fora isso, o diretor Robert Zemeckis levou ao extremo a digitalização do filme. Ele já havia feito incursões neste terreno em filmes como O Expresso Polar e A Casa Monstro, mas conseguiu em Beowulf se superar, graças também aos avanços tecnológicos hoje disponíveis. As imagens são um deleite para os expectadores que gostam deste estilo de filme. O curioso é que o longa foi considerado por muitos como infantil, por ser uma animação. Mas o teor contido nele com certeza não é.

Para quem assistiu ao filme em uma sala digital com certeza aproveitou mais o conteúdo digital do filme. Até porque, sem os óculos 3D, a animação, apesar de excelente, causa uma certa estranheza, pois o expectador acostumados a ver os rostos de Angelina Jolie, Anthony Hopkins e companhia se depararam com algo meio mórbido, impossível de não haver em uma experimentação desta.

É possível concluir que a Lenda de Beowulf entrou para o hall de bons filmes. Não só de animações, que é o grande diferencial, mas também do gênero de aventura/épico. É um filme ousado, bem produzido e acima de tudo feito com bastante cuidado.

A Lenda de Beowulf é um ótimo filme, principalmente para quem gosta de contar muita história.

Marcadores:



© 2003-2007 Doidos Varridos. Arte por Victor Farat.
Todos os direitos reservados.