(O) Omelete
Ain't It Cool
Eupodo
HQ Maniacs
Indie Nation
IsFREE
Judão
Lágrima psicodélica
Last.fm
Lúcio Ribeiro
Musecology
Na Cabeça
NME
One Died Simply
Orkut
Pipoca Reluzente
Pitchfork
Una Piel de Astracán
UOL Quadrinhos
Wikipédia
Yes! We Have Bananas

Dezembro 2006
Janeiro 2007
Fevereiro 2007
Março 2007
Abril 2007
Maio 2007
Junho 2007
Julho 2007
Agosto 2007
Setembro 2007
Outubro 2007
Novembro 2007
Dezembro 2007
Janeiro 2008
Fevereiro 2008
Março 2008
Abril 2008
Maio 2008
Junho 2008
Julho 2008
Agosto 2008
Setembro 2008
Outubro 2008

Franz Ferdinand e novo álbum
Planeta Terra 2008
Tim Festival 2008 - Programação
Lestics
Skol Beats 2008
Um Ensaio Além da Cegueira.
Little Joy
Desenterre sua alma
Persepolis
Pingüins Tropicais


24 de Julho de 2008

Little Joy

Me responda rápido: O que os Strokes tem em comum com o Los Hermanos???

Uma banda. Sim, eles tem uma banda. Na verdade dois de seus integrantes pra ser mais exato. Batizada com o nome de Little Joy, a banda formada pelo baterista dos Strokes, Fabrizio Moretti, e o vocalista/guitarrista dos Los Hermanos, Rodrigo Amarante, deve lançar um disco ainda em 2008. A banda ainda conta com a presença feminina da cantora Binki Shapiro, suposta nova namorada do baterista.

Amarante, que recentemente já tinha participado do novo disco de Devendra Banhart, é na minha humilde opinião um dos melhores compositores da sua geração, e juntar o "rock-mpb" que estamos acostumados a ver no trabalho do cara com o Los Hermanos à uma pegada mais rock'n roll que normalmente esperamos de Moretti, penso que pode ser uma mistura no mínimo interessante.

Não encontrei nenhuma informação sobre as influências que eles vão levar para a banda e nem em que língua o disco será gravado, porém minha aposta (ou vontade) é que o disco deva ter alguma influência da música "pop" brasileira do início da década de 70 (Secos e Molhados, Os Mutantes, Novos Baianos, os tropicalistas...) e a sujeira pré-punk de NYC. Será? Não sei, mas eu realmente queria ver no que isso poderia dar, hehehe...

Marcadores: ,

14 de Julho de 2008

Desenterre sua alma

Semana passada o Oasis anunciou em seu site oficial que seu sétimo álbum de estúdio irá se chamar ‘Dig Out Your Soul’ e que será lançado no dia 06 de Outubro na Inglaterra, sendo que uma semana antes chega as lojas ‘The Shock Of The Lightning’, que será o primeiro single desse novo trabalho da banda de Manchester.

Segundo as palavras do próprio Noel Gallagher ao falar sobre o álbum “Eu queria escrever musicas que tivessem groove; não músicas que seguissem aquele padrão tradicional de verso e refrão. Eu queria um som que fosse mais hipnótico; mais balanceado. Músicas que capturassem o ouvinte de uma forma diferente. Músicas com as quais você talvez tenha que se conectar, que sentir.”

Ele complementou dizendo que "Se ‘The Shock Of The Lightning’ soar instantânea e sem retoques, é porque foi escrita e gravada rapidamente. É basicamente a demo e manteve a sua energia. A primeira vez que você grava algo é sempre a melhor.”

Noel ainda confirmou a saída do baterista Zak Starkey da banda e a entrada de Chris Shanrock em seu lugar e também falou sobre outras três músicas que farão parte do tracklist: Bag It Up’ , que foi escrita por ele e inspirada em Baron Saturday’ do Pretty Thing, I'm Outta Time’, balada "a la John Lennon" escrita pelo irmão Liam Gallagher e Soldier On’, outra do Liam e que irá encerrar o álbum.

Confira abaixo o tracklist do álbum e ouça o remix que os Chemical Brothers fizeram para uma das faixas:

‘Bag It Up’
’The Turning’
’Waiting For The Rapture’
’The Shock Of The Lightning’
’I'm Outta Time’
’(Get Off Your) High Horse Lady’
’Falling Down’
’To Be Where There's Life’
’Ain't Got Nothin'
’The Nature of Reality’
’Soldier On’

Oasis - Falling Down (Chemical Brothers Remix)

Marcadores: ,

13 de Julho de 2008

Persepolis

Baseado na graphic novel (autobiográfica) e de mesmo nome de Marjane Satrapi, Persepolis conta a história de uma garota que cresceu durante um período caótico para o Irã, período esse que coincidiu com o fim da revolução iraniana e o início da tomada do poder pelos fundamentalistas islâmicos.

Quase toda rodada em preto e branco, a animação segue a trajetória de Marji desde que ela tinha 10 anos e ainda era apenas uma garotinha que inocentemente sonhava em ser profeta e em imitar seu grande ídolo, Bruce Lee.

Assim como a revolução, os sonhos também chegam ao fim e a já adolescente Marji passa a se sentir cada vez mais aprisionada em um país que está em guerra e é governado por um regime fundamentalista que mata aqueles que se opõem as suas idéias (como seu tio Anouch) e que censura a liberdade do indivíduo utilizando a força bruta e o medo como formas de repressão.

Temendo que ela pudesse vir a ser presa, Marji é enviada para uma escola em Viena por seus pai, mas ao mesmo tempo em que garantiam a segurança de sua filha, eles também a mandaram para um lugar onde ela viria a se sentir ainda mais isolada por ser uma estrangeira perdida entre pessoas que não a entendiam, que não partilhavam de seus ideais e que a faziam sentir vergonha de ser Irãniana.

Marji sofre para se adaptar a essa nova situação e quando tudo parece que vai começar a entrar nos trilhos, ela se perde no meio do caminho e sem ter a quem recorrer, volta a morar com seus pais e novamente tem que lidar com seus medos e frustrações em um Irã que nem de longe lembra seus tempos de infância e que na verdade está ainda pior do que quando ela fora para Viena.

Essas situações, bem como as atitudes e os conflitos da personagem, são sempre tratados de forma honesta, realista e sensível (seus diálogos com a avó são maravilhosos) e acho que é justamente essa sensibilidade ao tocar em certos assuntos que faz com que Persepolis se torne uma fábula moderna que fala sobre o amuderecimento e a busca por identidade, mas que ao mesmo tempo também nao deixa de ser uma forte crítica ao Irã de hoje e uma linda homenagem ao Irã de um tempo que não volta mais.

Marcadores:

3 de Julho de 2008

Pingüins Tropicais


A Banda

Quando se fala em música jamaicana, a primeira coisa que vem a cabeça é o reggae, ritmo mais conhecido do país, imortalizado pelo inesquecível Bob Marley. No entanto, para os desavisados, há um ritmo genuinamente jamaicano não menos importante, historicamente e qualitativamente falando, do que o reggae: é o Ska.

O Ska, aliás, surgido no fim dos anos 50, é responsável pelo nascimento do reggae. Explicando: o reggae é uma adaptação das batidas do Ska, que é um ritmo mais frenético, mais acelerado do que seu filho mais popular.

E é óbvio que o Ska não ficou restrito ao seu país de origem, ganhando espaço na Europa, principalmente Inglaterra, não ficando o Brasil de fora dessa vertente. E os trópicos brasileiros ganharam há pouco tempo um componente de peso no movimento, os Pingüins Tropicais.

A banda é formada por Carlos Careca (Sax Alto e Sax Tenor), Daniel Butt (Trompete), Felipe Fepas (Baixo), Gui “Maestro Zezinho” (Teclado), Jean (Trombone), Lúcio Skina (Bateria), Marcos Guarujá (Percussão), Victor Dead (Guitarra Base), Victor Fão (Trombone e Escaleta) e Victor Pirulas (Trompete) e conta com repertório próprio, além de covers dos mais famosos artistas. Suas principais influências são as bandas The Skatalites, Satelite Kingston, New York Ska Jazz, ASPO, entre outras.

Os Pingüins Tropicais surgiram no ano de 2007, precisamente no mês de maio, quando um grupo de amigos (Fão, Dead, Lúcio, Careca, Fepas, Jean e Pirulas) se reuniu para fazer o quem mais gostam, que no caso é música, e da boa. Passado algum tempo a banda veio ganhando novos integrantes, até chegar ao número atual de dez músicos.

E porque Pingüins Tropicais? Afinal o nome causa estranheza, sendo engraçado além de curioso. Questionado sobre, Victor Fão, um dos integrantes declara que o grupo procurava um nome que fosse ao mesmo tempo chamativo, descontraído e que não fosse complicado e durante uma sessão de brainstorm (técnica utilizada por publicitários, que consiste em reunir pessoas para trocarem idéias, com intuito de conseguirem novas e grandes idéias) surgiu o nome.

A cada dia a agenda de shows da banda vem aumentado. Começaram com shows menores, quando ainda montavam o repertório em longas sessões de ensaio em estúdio. O primeiro deles aconteceu em setembro de 2007, em um evento beneficente no Magic Bus Underground Club, em São Paulo.

Agora os Pingüins Tropicais participam de apresentações em casa noturnas famosas da capital paulistana, como aconteceu no dia 14/06/08, no Berlin, na Rua Barra Funda e no dia 26/06/08, no Dinossauro Rock Bar, na Rua dos Pinheiros. Mas não só. A banda faz shows temáticos, como o realizado no Prédio de Geografia da USP, no dia 25/06/08 e andam recebendo convites até para festas de casamento.

O Ritmo


Tornou-se famoso na década de 60, misturando R&B, Jazz, Mento, Calypso e outros estilos musicais dançantes, se aproveitando em demasia de instrumentos de percussão e de sopro. É um ritmo animando, descontraído e que carrega um alto valor artístico e estético.

O Ska é mais do que um mero ritmo musical. É, antes de tudo, uma expressão político-social, usada em favor da independência da metrópole britânica (a Jamaica conseguiu sua liberdade do domínio inglês apenas em 1962) e servindo como válvula de escape e meio de inclusão para uma parcela a margem da sociedade, conhecida como Rude Boys.

Nota-se assim que o Ska é, apesar de um ritmo alternativo, não-comercial, pertencente ao círculo underground, um movimento de valor inestimado. Um dos expoentes e mais famosas bandas do meio é a The Skatalites, um dos ícones desse movimento.

Aqui no Brasil, os Pingüins Tropicais prometem sacudir a cena musical paulista e em breve, esperemos, a nacional. Demonstrado entrosamento, criatividade e competência musical, eles vão abrindo espaços cada vez maiores e se firmando como um nome importante do círculo alternativo musical.

Mais Informações

Para entrar em contato, conhecer mais sobre a banda e ver vídeos e curiosidades, além da agenda, acesse os vídeos no Youtube e a comunidade no Orkut dos Pingüins Tropicais, além o blog http://www.pinguinstropicaisska.blogspot.com/ e o My Space da banda (http://www.myspace.com/pinguinstropicais), este ainda em processo de finalização.

Show

Pingüins Tropicais
Onde: Livraria da Esquina — Rua do Bosque, 1254 - Barra Funda — São Paulo
Quando: 08/08/08 - A partir das 23h00
Quanto: R$ 5,00

Marcadores:

1 de Julho de 2008

Sex and the City no cinema


Nada mais justo do que eu, a única presença feminina deste site, escrever sobre um filme típico de mulher.

Sex and the City chegou aos cinemas brasileiros no dia 6 de junho e já bateu recordes, inclusive desbancando a nova versão do velho Indiana Jones.

O longa dá continuidade a série americana transmitida originalmente pela HBO entre 1998 e 2004. Baseado em um livro, o seriado se passava em Nova Iorque e fez sucesso mostrando a vida íntima de quatro amigas.

Já o filme mostra o que aconteceu com Carrie (Sarah Jessica Parker), Samantha (Kim Cattrall), Charlotte (Kristin Davis) e Miranda (Cynthia Nixon) 4 anos depois do último episódio.

Com menos sexo, a versão para o cinema trata dos conflitos pessoais de cada uma. Claro que a cidade de Nova Iorque ainda está muito presente, mas desta vez, a vida, os sentimentos e as frustrações das quatro mulheres ganham destaque.

O fato de ser uma continuidade deixa um pouco a desejar para quem não viu ou não acompanhou a série. É difícil saber em certos momentos do que as atrizes falam ou até mesmo qual a relação de determinados nomes citados de antigos personagens.

Nas últimas criticas que li, o longa foi praticamente massacrado. Claro que não concordo. Assisti quase todas as temporadas e tenho diversos grupos de amigas que me fazem lembrar a relação do quarteto. Me identifico e tenho certeza que muitas mulheres mundo a fora também. Mas é óbvio que você não deve levar seu namorado para assistir a sessão com você. Lembre-se, é um filme feminino.

A trilha sonora também merece destaque. Com canções meio babinhas e algumas versões lentas de grandes sucessos, as músicas casam perfeitamente com as cenas. Eu particularmente acho que a música é a vida de um filme. Sem ela, o filme seria sem graça, branco e preto, não importando muito a densidade e complexidade da história narrada.

Mesmo muita gente achando que o filme trata da história de 4 fúteis mulheres, que gastam todo seu dinheiro com roupas, bolsas e sapatos caros, creio que seja válido assistí-lo. Apesar disso, todas retratam bem o novo rumo que a modernidade deu à vida feminina. Desde a independência financeira, até o comportamento mais ousado, que ante então era típico do sexo masculino.

Portanto, assista ao filme e se encha de feminilidade, mas claro, sem muito rosa e sem soutiens queimados, por favor!

Marcadores:



© 2003-2007 Doidos Varridos. Arte por Victor Farat.
Todos os direitos reservados.